Assexualidade

A importância da conscientização e da educação sobre a sexualidade

Considerando que se trata de um termo abrangente e difícil de encaixar em uma definição absoluta e única, a sexualidade engloba inúmeros fatores. Ela está presente no corpo humano desde o nascimento. Para Freud, durante as fases da vida, uma pessoa passa por diversas fases na área sexual, porém, por ser um assunto cercado de tabus e conceitos errados, não tratamos de forma adequada sobre a sexualidade, ficando uma grande lacuna sobre o assunto.

A OMS define a sexualidade como “uma energia que nos motiva para encontrar amor, contato, ternura e intimidade; ela integra-se no modo como sentimos, movemos, tocamos e somos tocados, é ser-se sensual e ao mesmo tempo ser-se sexual” e, a partir daí, conseguimos várias definições de como a sexualidade atinge uma pessoa.

Em um mundo onde a sociedade se modifica e se descobre todos os dias, nos deparamos, constantemente, com um novo grupo, novo estilo ou uma nova definição. Essas mudanças surgem com o objetivo de se encaixar na sociedade ou de se encontrar dentro de uma forma de vivência, e isso não é errado. Temos que aceitar e tentar ajudá-las para que encontrem o âmbito de sua existência.

Dentro de tantos termos e conceitos, existem os assexuados. A definição geral é de um grupo de pessoas que não sente atração física por qualquer pessoa. O que muitos não sabem, é que ser um assexuado vai muito além do sexo e que pode ser vivido em todas as suas variantes. A falta de conhecimento abre as portas para o preconceito, e assim, as pessoas julgam sem entender, fazendo com que o determinado grupo carregue um fardo de sofrimento e exclusão para a vida toda.

Respeitar as diferenças é fundamental para criar uma sociedade mais inclusiva e tolerante para todos. O diálogo aberto e livre de julgamentos é fundamental para promover a aceitação e superar preconceitos, trazendo entendimento que a assexualidade de muitos é uma orientação sexual e isso tem que ser respeitado.

Todos os relacionamentos são constituídos pelo tecido da conexão interpessoal: comunicação, proximidade, diversão, humor, emoção e confiança. Sendo assim, limitar um ser humano ao ato sexual é rebaixar a nossa essência. Assim como as pessoas sexuais, a assexualidade não limita as necessidades emocionais de uma pessoa, mesmo sendo assexual, muitos ainda podem desejar relacionamentos românticos, outras podem ser mais felizes com amizades intimas ou se satisfazerem sozinhos

Esse grupo, por vezes discriminados, estão em busca de sua identidade, do seu lugar na sociedade, sendo forçadas a se encaixarem em uma narrativa de normatividade sexual. A falta de compreensão impõe o caso como um problema a ser corrigido, a fim de forçar uma “cura” para algo que não é uma doença e sim sua opção de vida.

Para combater os tabus, é fundamental promover a conscientização e a educação sobre a sexualidade, e nela, estão inclusas as pessoas que se denominam assexuadas. É importante ouvir e entender as experiências, apoiar a busca por relacionamentos saudáveis e gratificantes, independentemente do aspecto sexual; e por fim, criar um ambiente de respeito, empatia e aceitação é essencial para que elas possam viver mais felizes.

Por: Beto Pinheiro
Terapeuta familiar e sexólogo

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