Equipe de Uberlândia vence a final por 3 sets a 0 no Ibirapuera, tem atuação dominante e vê Michelle Pavão ser eleita a melhor jogadora da decisão

O Dentil/Praia Clube confirmou mais uma conquista histórica ao levantar, pela terceira vez, o troféu da Superliga Feminina de Voleibol. Na manhã deste domingo (03), atuando no Ginásio do Ibirapuera, na capital paulista, a equipe de Uberlândia superou o Minas com autoridade, fechando a decisão em sets diretos (29/27, 25/21 e 25/13). Pela atuação decisiva, a ponteira Michelle Pavão foi eleita a atleta de maior destaque do confronto e recebeu o Troféu Viva Vôlei.
O clube do Triângulo Mineiro já havia celebrado títulos na temporada 2017/2018 quando quebrou a longa supremacia das equipes do Rio de Janeiro também em 2022/2023, justamente diante do Minas, em uma das seis finais disputadas entre os rivais.
A decisão, conhecida como a “final do pão de queijo”, teve início em ritmo parelho, com trocas constantes de pontos. Com o passar do jogo, porém, o Praia passou a ler melhor o adversário e construiu vantagem de dois sets. Na parcial derradeira, o domínio foi absoluto, impulsionado pela eficiência ofensiva de Payton Caffrey, pela regularidade de Michelle e pela intensidade de Adenízia, especialmente nos bloqueios e na vibração a cada ponto.
Durante a fase classificatória da temporada, o Praia Clube encerrou sua participação na quarta colocação. Nos mata-matas, entretanto, a trajetória exigiu superação: foram necessárias seis partidas para despachar Sesi-Bauru e Sesc-Flamengo. Contra as cariocas, a equipe aurinegra esteve perto da eliminação ao ficar em desvantagem de 11 a 8 no tie-break do terceiro jogo, mas reagiu, virou o placar e assegurou vaga na grande final.
No início do confronto decisivo, o primeiro ponto foi marcado pela central Thaisa, do Minas, em ataque rápido pelo centro. Logo em seguida, um momento de apreensão: Gabi Martins caiu em quadra reclamando de dores no tornozelo direito. Apesar disso, o time da capital mineira começou melhor, comandado pela eficiência de Pri Daroit, que variou golpes e encontrou espaços. A sequência de falhas do Minas, porém, permitiu a virada do Praia, que passou a liderar por 13 a 11. Adenízia foi fundamental nesse momento, pontuando em bloqueios e sustentando a vantagem. Após um rali espetacular, com defesas notáveis da líbero Nyeme, o Minas empatou em 21 iguais. A parcial seguiu extremamente disputada, mas erros consecutivos da levantadora Nowicka acabaram pesando, e o Praia fechou o set por 29 a 27.
Na segunda etapa, o Minas voltou mais agressivo. Julia Kudiess apareceu bem tanto no ataque quanto no paredão defensivo, enquanto Nowicka encaixou dois aces seguidos, abrindo 8 a 5. A vantagem chegou a 11 a 5, mas foi nesse instante que o panorama mudou completamente. Liderado por Caffrey e Michelle, o Praia reagiu com intensidade, reduziu a diferença e assumiu o controle do placar. A ponteira norte-americana pontuou de diversas maneiras e se destacou na parcial, enquanto Michelle apareceu nos momentos decisivos para garantir o 25 a 21.
O roteiro do terceiro set começou semelhante ao anterior, com o Minas apresentando bom rendimento inicial e Julia Kudiess impondo presença no meio da rede, abrindo três pontos de frente. A partir dos 13 pontos, no entanto, a equipe de Belo Horizonte estagnou. O Praia aproveitou a sequência de saques da levantadora Macris para embalar, exibindo um sistema defensivo sólido e um ataque eficiente. Caffrey e Michelle foram decisivas nas finalizações, enquanto Adenízia voltou a brilhar nos bloqueios, selando a vitória por 25 a 13 e confirmando, com autoridade, mais um título da Superliga para o Praia Clube.

