A inflação oficial do Brasil desacelerou em julho e registrou alta de 0,07%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma forte desaceleração em relação ao mês anterior e coloca novamente a inflação acumulada em 12 meses dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Banco Central.
Com o resultado de julho, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumula alta de 4,44% em 12 meses, abaixo dos 4,64% registrados até junho. A inflação havia permanecido acima do limite superior da meta durante os dois meses anteriores.
Um dos principais fatores que contribuíram para a desaceleração foi o comportamento dos preços de alimentos e bebidas, que registraram queda de 0,67% no mês. O movimento ajudou a compensar parte das altas observadas em outros grupos de produtos e serviços.
Por outro lado, os custos relacionados à habitação e à energia elétrica exerceram pressão sobre o índice, impedindo uma queda ainda maior da inflação.
O resultado ocorre em um cenário de política monetária ainda restritiva. O Banco Central realizou, no início de agosto, o quarto corte consecutivo da taxa Selic, que passou para 14% ao ano. A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, destacou que a inflação apresenta sinais de desaceleração, mas ainda existem riscos que exigem cautela na condução dos juros.
Para o consumidor, a desaceleração do IPCA representa uma melhora no ritmo de aumento dos preços, mas não significa redução generalizada do custo de vida. Os preços continuam acumulando alta e diferentes grupos de produtos apresentam comportamentos distintos.
O cenário será acompanhado de perto pelo mercado financeiro e pelo Banco Central nos próximos meses, especialmente diante da necessidade de conciliar a redução da inflação com a manutenção da atividade econômica.


