O Carnaval é uma das épocas mais vibrantes do ano: ruas cheias, energia contagiante, música, encontros e a sensação de liberdade que muitas pessoas esperam o ano inteiro para viver. Porém, junto com a alegria, também surgem excessos, cansaço e emoções intensas. Por isso, cuidar da saúde durante esse período vai muito além de beber água e usar protetor solar: envolve também cuidar da mente, respeitar limites e entender que nem todo Carnaval precisa ser vivido no ritmo de uma maratona.
Antes de tudo, é importante alinhar expectativas com a realidade. Muitas mulheres entram no Carnaval com a pressão de estar sempre lindas, animadas, disponíveis e felizes, como se fosse obrigação aproveitar ao máximo. Mas a verdade é que cada pessoa vive essa época de uma forma diferente: algumas amam festa, outras preferem descanso, e há quem se divida entre os dois. A saúde emocional começa quando você se permite escolher o que faz sentido para você, sem se comparar e sem tentar agradar todo mundo.

Durante os dias de folia, o corpo dá sinais o tempo todo, e a mente também. Excesso de álcool, poucas horas de sono, alimentação desregulada e exposição ao sol podem desencadear não apenas mal-estar físico, mas também crises de ansiedade, irritabilidade e sensação de esgotamento. É essencial se hidratar, alimentar-se bem, respeitar pausas, cuidar da pele e dormir sempre que possível. E emocionalmente, vale lembrar: você não precisa permanecer em lugares que te deixam desconfortável, nem insistir em momentos que não estão te fazendo bem.
Para as mulheres, os cuidados precisam ser ainda mais atentos. Além da saúde física, existe a necessidade de segurança e proteção emocional. Andar em grupo, avisar alguém de confiança onde está, evitar aceitar bebidas de desconhecidos e sempre ter um plano de retorno para casa são atitudes simples, mas extremamente importantes. E tão essencial quanto isso é respeitar o próprio corpo: não é não, e o limite deve ser protegido com firmeza, sem culpa e sem medo de parecer “grossa”.
Depois do Carnaval, muitas pessoas enfrentam um vazio emocional, conhecido como “ressaca emocional”. O corpo cansado e a queda de estímulos podem gerar tristeza, sensação de solidão e até arrependimentos por situações vividas. Por isso, o pós-Carnaval também exige autocuidado: voltar à rotina com gentileza, recuperar o sono, alimentar-se melhor e não se julgar. O equilíbrio emocional está em entender que nem todo momento precisa ser perfeito e que o recomeço faz parte da vida.
No fim, o Carnaval pode ser uma celebração linda, mas a maior festa precisa acontecer dentro de nós: quando escolhemos nos priorizar. Mulher nenhuma precisa se violentar emocionalmente para se encaixar no que esperam dela, nem se colocar em risco para provar que está “vivendo”. O verdadeiro cuidado é aquele que começa antes, se fortalece durante e acolhe depois. Porque a alegria só vale a pena quando ela vem acompanhada de respeito, segurança e amor-próprio.


