Um ano de muitas emoções. É o que podemos dizer de 2022! Um ano que iniciou com a pandemia, incertezas e muita busca de respostas. Logo veio as eleições que chegaram com toda velocidade deixando na história política do país registros de divisão, ideais e posicionamentos fortes. Depois, chegou a COPA no Catar trazendo ainda mais movimentos na vida do brasileiro.
Ufa! Quantos fatos aconteceram em tão pouco espaço de tempo e quantas emoções sentimos neste período. Quantos são os aprendizados que podemos extrair deste ano?
Te convido a fazer essa reflexão! O que aprendemos com tudo isso? Qual sentimento predominou? Qual será as consequências individuais e coletivas?
Para muitos, ou melhor, a grande maioria dos brasileiros foram a somatória de perdas que acumularam ao longo deste ano. Perca de parentes pela pandemia, eleições, copa do mundo….seja quais forem, elas nunca são esperadas e nunca estamos suficientemente preparados para elas. Umas são mais difíceis de serem superadas do que outras e requerem passar pelo luto para que possam ser superadas.
Todas as perdas doem e muito, porém as mais difíceis de serem superadas são as perdas reversíveis. A principal delas, que está no topo do podium, não tem nada haver com o que foi dito no primeiro parágrafo que são as emocionais ligadas as relações entre pessoas.
A prova disso é minha experiência como Coach. Sou procurada por diversos motivos: problemas de organização, financeiros, objetivos profissionais entre outros, mas que logo no início ou no meio do processo de coaching, o problema das perdas em relacionamentos falam mais alto: relacionamento com pais, com filhos, com cônjuges, com amigos, com chefes ou funcionários.
As percas emocionais advindas de processos de abandono, por tragédias e até mesmo por opção geram sentimentos profundos de tristeza, medos, raiva, agressividade, angústia, e até depressão. Cada indivíduo absorve de uma maneira e vive de forma diferente.
Não se deve reter esses sentimentos negativos e devemos gerir essas perdas de alguma maneira. A primeira delas é exteriorizá-las, compartilhá-las e mudar a percepção sobre elas. A segunda é aceitar de que o outro erra, que o sofrimento faz parte e que temos muita parcela de culpa em tudo que acontece conosco, falo sobre auto responsabilidade.
A terceira é focar no futuro e no que interessa. Precisamos desenvolver a capacidade de dar novos sentidos as nossas vidas e absorver apenas o que nos ajudará na próxima outra etapa de vida.
A grande lição, é encontrar uma forma de fazer das derrotas constantes aprendizados. Dessa forma podemos nos tornar verdadeiros vencedores em tudo que nos propormos a viver.

