Candidato do PL terminou o primeiro turno à frente, mas nenhum dos dois alcançou maioria dos votos válidos

A eleição para a Presidência da República será decidida em segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois foram os candidatos mais votados no primeiro turno das Eleições 2026, realizado no domingo (4).
Com 100% das urnas totalizadas, Flávio Bolsonaro terminou a disputa em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, o equivalente a 56.104.503 votos. Lula ficou em segundo, com 45,16%, somando 53.879.538 votos.
A diferença entre os dois foi de pouco mais de 2,2 milhões de votos, deixando a disputa aberta para a segunda etapa da eleição.
Outros candidatos ficaram fora da disputa
O terceiro colocado foi o escritor Augusto Cury (Avante), que recebeu 2,89% dos votos válidos. Renan Santos (Missão) ficou em quarto, com 2,24%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 2,18%.
Romeu Zema (Novo) terminou a disputa com 0,27% dos votos. Os demais candidatos tiveram percentuais inferiores a 0,1%.
O resultado mostra uma concentração dos votos nos dois principais candidatos. Juntos, Flávio Bolsonaro e Lula somaram mais de 92% dos votos válidos no primeiro turno.
Segundo turno será em 25 de outubro
A segunda votação está marcada para o dia 25 de outubro. Como nenhum candidato obteve mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, a legislação eleitoral determina a realização de uma nova votação entre os dois mais votados.
Flávio Bolsonaro, de 45 anos, disputa pela primeira vez a Presidência da República. Atual senador pelo Rio de Janeiro, ele tem Alfredo Gaspar (PL) como candidato a vice-presidente.
Lula, de 80 anos, busca a reeleição para um quarto mandato presidencial. O atual presidente tem novamente Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice.
Uma nova disputa começa
Com o resultado do primeiro turno, a campanha presidencial entra em uma nova fase. Os candidatos agora concentram esforços na conquista dos eleitores que votaram nas demais candidaturas, além da parcela do eleitorado que não compareceu às urnas.
A diferença registrada no primeiro turno também aumenta a importância dos estados com grande número de eleitores. A estratégia das campanhas deverá envolver alianças políticas, debates e propostas direcionadas a diferentes regiões e segmentos da população.
A decisão final sobre quem comandará o país pelos próximos quatro anos ficará, portanto, para o segundo turno, quando os brasileiros voltarão às urnas para escolher entre Flávio Bolsonaro e Lula.

