O fenômeno El Niño está se fortalecendo rapidamente e pode atingir níveis históricos entre o fim de 2026 e o início de 2027. Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há mais de 90% de probabilidade de que o evento seja classificado como muito forte durante o outono e o inverno do Hemisfério Norte.
A previsão mais recente aponta ainda 69% de chance de o fenômeno alcançar intensidade histórica entre outubro e dezembro, com o índice RONI podendo superar +2,5°C. Caso isso aconteça, o episódio poderá estar entre os mais intensos já registrados desde o início das medições modernas, em 1950.
O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Pacífico Equatorial ficam anormalmente mais quentes. Esse aquecimento interfere na circulação da atmosfera e pode alterar os padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do planeta.
Quais podem ser os efeitos no Brasil?
Os impactos não serão iguais em todas as regiões. As projeções indicam maior volume de chuvas no Sul do país, enquanto áreas do Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste podem enfrentar condições mais secas. Também há previsão de temperaturas acima da média em grande parte do território brasileiro.
No Sul, o excesso de chuva pode aumentar o risco de enchentes, alagamentos e perdas agrícolas. Já nas regiões mais secas, a redução das precipitações pode contribuir para estiagens, queda dos níveis dos rios e aumento do risco de queimadas.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) também alerta que o El Niño tende a elevar as temperaturas globais e favorecer eventos extremos de chuva e seca.
Para o Brasil, especialistas ressaltam que a intensidade do fenômeno não determina, sozinha, a gravidade dos impactos. A vulnerabilidade de cada região, as condições locais e outros fatores climáticos também influenciam a ocorrência de desastres.
O cenário ainda está sendo monitorado pelas agências meteorológicas, mas o fortalecimento do fenômeno coloca 2026 e 2027 no radar para possíveis alterações importantes no clima brasileiro.


