TJMG mantém Grupo Leão sob risco de falência e recuperação judicial segue sob pressão

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve o Grupo Leão sob risco de falência ao negar um pedido apresentado pelos integrantes do conglomerado empresarial ligado à deputada federal Ana Paula Leão e ao ex-prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão.

A decisão representa mais um capítulo em um dos processos empresariais de maior repercussão na região do Triângulo Mineiro. Atualmente, o grupo enfrenta uma recuperação judicial que envolve aproximadamente R$ 341 milhões em dívidas, conforme informações constantes nos autos do processo que tramita na 2ª Vara Cível de Uberlândia.

Entre os credores estão instituições financeiras, cooperativas de crédito, empresas fornecedoras e agentes do setor agropecuário. A relação inclui nomes como Banco da Amazônia, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Sistema Sicoob e Agrex do Brasil.

Recentemente, a Justiça abriu prazo para que credores apresentem habilitações, divergências e eventuais questionamentos em relação aos valores e créditos informados no processo, etapa considerada fundamental para o andamento da recuperação judicial.

A decisão da desembargadora Luzia Peixoto manteve a exigência de comprovação dos pagamentos relacionados à administração judicial. O cumprimento dessas determinações é apontado como requisito para a continuidade do processo de recuperação. Caso as obrigações estabelecidas pela Justiça não sejam atendidas, existe a possibilidade de conversão da recuperação judicial em falência.

Outro ponto relevante envolve a disputa judicial sobre recursos provenientes da safra de soja produzida pelo grupo. Parte desses valores teria sido destinada ao cumprimento de compromissos financeiros, mas medidas judiciais relacionadas à produção agrícola ampliaram os desafios enfrentados pelas empresas envolvidas.

O processo também revelou divergências entre integrantes da família controladora e questionamentos sobre supostas irregularidades administrativas. As alegações deverão ser analisadas por meio de perícia determinada pelo Judiciário.

Diante da dimensão econômica do grupo e de sua atuação no agronegócio, o desfecho da recuperação judicial é acompanhado com atenção por produtores rurais, trabalhadores, fornecedores, instituições financeiras e agentes do setor em Uberlândia e em toda a região do Triângulo Mineiro.

O caso segue em tramitação e novas decisões judiciais poderão definir os próximos passos da recuperação judicial e o futuro das empresas que compõem o Grupo Leão.

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