
Cerca de 250 refugiados rohingya e cidadãos de Bangladesh estão desaparecidos após o naufrágio de uma embarcação no Mar de Andamão, no Oceano Índico, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
De acordo com as agências da ONU, o barco partiu no dia 4 de abril de 2026 da região de Teknaf, no sul de Bangladesh, com destino à Malásia, transportando aproximadamente 280 pessoas.
A embarcação teria afundado em meio a fortes ventos, mar agitado e superlotação, condições comuns em rotas migratórias da região. Até o momento, apenas nove sobreviventes foram resgatados, enquanto as demais pessoas seguem desaparecidas.
Relatos de sobreviventes que foram encontrados, indicam que o barco enfrentou dias de navegação em condições extremas antes de naufragar. A ONU afirmou que o caso reforça a vulnerabilidade de refugiados rohingya, que continuam tentando fugir de campos superlotados em Bangladesh e da perseguição em Mianmar.
O episódio se soma a uma série de tragédias recentes no Sudeste Asiático envolvendo travessias marítimas ilegais, frequentemente organizadas por redes de tráfico humano.
A ACNUR voltou a pedir ação internacional coordenada, ampliação de rotas seguras e combate ao tráfico de pessoas na região.

