Quanto mais você quer, mais ele te rejeita!

Um tema forte para falar. Existe uma armadilha emocional silenciosa: quanto mais queremos ser escolhidas por alguém, mais colocamos nossa autoestima nas mãos dessa pessoa. Já passou por isso ou conhece alguém assim? Passamos a observar cada mensagem, cada silêncio, cada gesto, tentando encontrar sinais de aprovação. E, sem perceber, aquilo que começou como desejo de conexão transforma-se em necessidade de validação. Quanto mais buscamos o outro para confirmar nosso valor, mais nos afastamos de nós mesmas. Isso não significa que desejar reciprocidade seja errado pelo contrário, uma relação saudável precisa de interesse, presença e troca dos dois lados. O problema começa quando deixamos de buscar reciprocidade e passamos a buscar aprovação.

Na psicologia, esse movimento pode estar relacionado a crenças construídas ao longo da vida e, em alguns casos, a experiências de abandono ou rejeição. Quando alguém aprendeu, consciente ou inconscientemente, que precisa ser escolhida para se sentir importante, pode desenvolver um padrão de busca constante por aprovação.

É como se existisse uma pergunta interna: “O que preciso fazer para que essa pessoa fique?”. O problema é que nenhuma resposta externa consegue preencher definitivamente uma insegurança que nasceu dentro. Assim, quanto maior o medo de perder o outro, maior pode ser a necessidade de se aproximar, insistir e tentar controlar aquilo que, na verdade, não está sob nosso controle.

Fonte: https://depositphotos.com/pt/photos/casal-se-amando.html?qview=23160614

Também existe algo muito poderoso nesse processo: a valorização daquilo que não é nosso. O outro passa a ocupar tanto espaço em nossos pensamentos que esquecemos de olhar para aquilo que realmente nos pertence: nossa identidade, nossos valores, nossa história, nossas qualidades e nossos potenciais.

Gastamos energia tentando compreender o comportamento de alguém enquanto deixamos de compreender o nosso próprio. E talvez a pergunta mais importante não seja “como fazer essa pessoa gostar de mim?”, mas “por que eu preciso tanto que ela goste de mim para me sentir suficiente?”. Reciprocidade saudável não exige perseguição: ela acontece quando duas pessoas, livremente, demonstram interesse e constroem uma relação de troca.

Reconhecer o próprio valor não deveria depender do olhar de ninguém. Você não precisa que alguém enxergue sua beleza para saber que é bonita, nem que reconheça sua competência para compreender o quanto é capaz. Na construção da autoestima, existe um movimento essencial de voltar para si: conhecer seus limites, reconhecer suas necessidades, fortalecer sua identidade e aprender a se acolher.

Amar a si mesma não significa não precisar de ninguém; significa não precisar se diminuir, se abandonar ou se perder para ser amada por alguém. É poder desejar o outro sem transformar esse desejo em dependência. É querer ser escolhida, mas também perceber quando não existe escolha mútua e ter amor-próprio suficiente para não insistir onde não existe espaço para você.

Talvez amar também seja aprender a soltar aquilo que não pertence a você. O outro tem suas escolhas, seus sentimentos, seus limites e sua liberdade e você tem os seus. Antes de tentar conquistar alguém, é preciso construir uma relação honesta consigo mesma. Porque quando você aprende a gostar de quem é, a rejeição deixa de ser uma sentença sobre o seu valor. Ela passa a ser apenas uma resposta do outro. E você finalmente entende: não ser escolhida por alguém nunca significou não ser digna de amor. Da mesma forma, querer alguém não significa precisar convencê-lo a ficar. O amor que faz bem não exige que você abandone a si mesma para conquistar o outro; ele encontra espaço na reciprocidade.

Fonte: https://www.purepeople.com.br/midia/toda-mulher-precisa-se-amar-em-primeiro_m1923559

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