
A passagem de uma intensa frente fria acompanhada por fortes rajadas de vento provocou estragos em diversos municípios do Sudeste entre a noite de quarta-feira (29) e a madrugada desta quinta-feira (30). O município de Ribeirão Preto (SP) foi um dos mais afetados, registrando queda de árvores, danos à rede elétrica, bloqueios em vias e prejuízos a imóveis públicos e particulares.
Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, as rajadas de vento ultrapassaram os 90 km/h em algumas regiões, provocando a queda de centenas de árvores e postes de energia. O temporal também destelhou residências, atingiu veículos estacionados e interrompeu o trânsito em importantes avenidas da cidade.
O fornecimento de energia elétrica foi comprometido em diversos bairros. Equipes da concessionária responsável pela distribuição trabalharam durante toda a madrugada para restabelecer o serviço, enquanto milhares de consumidores permaneceram sem energia por várias horas.
Além dos danos materiais, o temporal deixou vítimas. As autoridades confirmaram mortes relacionadas à queda de árvores e estruturas durante a tempestade. Equipes do Corpo de Bombeiros realizaram dezenas de atendimentos para retirada de árvores, resgate de pessoas e desobstrução de vias.
O Aeroporto Estadual Dr. Leite Lopes registrou impactos na operação em razão das condições meteorológicas, com atrasos em voos e necessidade de monitoramento constante da pista. Em diferentes pontos da cidade, semáforos ficaram apagados devido à falta de energia, exigindo reforço da fiscalização por agentes de trânsito.
Os reflexos do temporal também foram sentidos em outras cidades do interior paulista e da Região Sudeste. Municípios como Franca, Araraquara, São Carlos e Campinas registraram quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia. No Rio de Janeiro, centenas de milhares de imóveis ficaram sem eletricidade após os fortes ventos atingirem a rede de distribuição.
A Defesa Civil mantém o alerta para novas rajadas de vento e chuvas intensas nas regiões Sul e Sudeste nos próximos dias. A orientação é que a população evite permanecer sob árvores, placas, coberturas metálicas e estruturas que possam ser derrubadas pelo vento, além de acionar os serviços de emergência em caso de risco.
Meteorologistas explicam que o episódio foi provocado pelo avanço de uma frente fria associada a um ciclone extratropical no oceano, condição que favoreceu ventos intensos mesmo em áreas com baixo volume de chuva. A combinação entre solo encharcado em algumas regiões e rajadas de alta velocidade aumentou o número de quedas de árvores e os danos à infraestrutura urbana.

