
Receber o diagnóstico de HPV ainda pode despertar medo, culpa e até a sensação de estar sendo julgada. Mas ter HPV não diminui, não desvaloriza e não define uma mulher.
O HPV é uma infecção extremamente comum, que pode ser adquirida ao longo da vida e, muitas vezes, desaparece espontaneamente. O diagnóstico não é um atestado de infidelidade, promiscuidade ou falta de cuidado e associá-lo a esses estigmas apenas alimenta desinformação e sofrimento.
Romper esse tabu também faz parte do cuidado. Falar sobre HPV com informação, acolhimento e sem julgamentos é fundamental para que a mulher compreenda seu diagnóstico, mantenha o rastreamento adequado e tenha acesso à prevenção e ao tratamento quando necessário.
Mais do que combater um vírus, precisamos combater o preconceito que ainda o acompanha.

Portanto, HPV significa que alguma vez na vida a mulher pode ter entrado em contato com o víirus, que pode não ser recentemente, e essa mulher precisa fazer uma avaliação de colo uterino de forma mais regular no seu ginecologista de confiança. HPV é uma condição de saúde; nunca uma medida do valor, da dignidade ou da sexualidade de uma mulher.
Dra. Gisele Vissoci Marquini
CRM 34170 RQEE 19701
Ginecologia/ Uroginecologia/Cirurgia Vaginal
Fonte imagens: arquivo Revista Soberana

