Diabetes gestacional exige vigilância e adesão ao tratamento para evitar riscos à mãe e ao bebê

A diabetes gestacional é uma condição cada vez mais frequente no pré-natal e exige atenção redobrada, tanto das equipes de saúde quanto das gestantes. Caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue durante a gravidez, a doença pode trazer impactos importantes quando não diagnosticada e controlada de forma adequada.

De acordo com a ginecologista e obstetra do Mater Dei Santa Clara, Dra. Maria Clara Catani, um dos principais desafios na prática clínica está menos no diagnóstico em si e mais na continuidade do cuidado. “O diagnóstico da diabetes gestacional pode ser feito em qualquer momento da gestação, mas é mais comum no primeiro trimestre e nos exames do segundo trimestre, por volta das 24 semanas. O mais complexo é conseguir a adesão da paciente”, explica.

Adesão ao tratamento ainda é o maior obstáculo
Segundo a médica, a confirmação da doença exige mudanças imediatas na rotina da gestante, o que pode dificultar a adaptação. “A partir do momento em se faz o diagnóstico, precisamos adotar uma conduta de dieta e exercício físico rigorosa, além da aferição diária das medidas glicêmicas nos horários corretos”, destaca.

Esse acompanhamento contínuo é essencial para evitar complicações, já que o controle inadequado da glicemia pode impactar diretamente o desenvolvimento do bebê e o curso da gestação.

Complicações podem afetar mãe e recém-nascido
A Dra. Maria Clara observa que os casos sem controle adequado apresentam riscos importantes. “As principais complicações são o aumento do peso fetal e do líquido amniótico, o que acaba gerando prematuridade”, afirma.

Além disso, o bebê também pode apresentar dificuldades logo após o nascimento. “É um recém-nascido com maior predisposição a desconforto respiratório e hipoglicemias”, completa.

Esses fatores reforçam a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento preciso ao longo de toda a gestação.

Informação e parceria fazem a diferença
Para melhorar a adesão ao tratamento, a abordagem precisa ir além das orientações técnicas. Para a obstetra, o vínculo com a paciente é determinante. “O que faz mais diferença na adesão das pacientes ao tratamento, ao longo da gestação, é dividir a responsabilidade com elas. Explicar todos os riscos e como podemos, juntas, diminuí-los”, ressalta.

A orientação contínua sobre hábitos saudáveis também é um dos pilares do cuidado. “Insistir na dieta correta e na adoção de atividade física como aliada” é, segundo ela, uma das estratégias mais eficazes para garantir melhores desfechos.

Cuidado integrado garante mais segurança
Com acompanhamento adequado, a maioria das gestantes com diabetes gestacional consegue levar a gravidez de forma segura. O pré-natal estruturado, aliado ao comprometimento da paciente, é fundamental para reduzir riscos e promover a saúde materno-infantil.

O alerta, portanto, não é apenas sobre o diagnóstico, mas sobre a importância do cuidado contínuo, que pressupõe uma responsabilidade compartilhada entre equipe médica e gestante.

A maternidade do Hospital Mater Dei Santa Clara é referência na região, com estrutura e atendimento completo para mamãe e bebê com a qualidade assistencial Rede Mater Dei de Saúde, da gestação ao parto.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *