Descobrindo o “Overclocking Cerebral”: Como Desequilíbrios Genéticos Podem Explicar a Superdotação Profunda e Desafiar os Limites da Inteligência Humana

Dr. Fabiano de Abreu Agrela/Divulgação

Em um mundo onde a inteligência é frequentemente vista como um equilíbrio harmônico de habilidades cognitivas, um neurocientista luso-brasileiro propõe uma visão revolucionária: a superdotação profunda não surge da perfeição simétrica, mas de assimetrias genéticas que forçam o cérebro a operar em “overclock”, um estado de hiperperformance compensatória. Essa ideia, batizada de Compensação Poligênica Assimétrica (CPA), acaba de ser aprovada e publicada na plataforma Zenodo, curada pela comunidade científica de Genetics and Genomics, e representa um marco para a compreensão da mente humana extrema.

O Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, pós-PhD em Neurociências, especialista em Genômica e Bioinformática, é o cérebro por trás desse framework inovador. Diagnosticado com superdotação profunda, tendo alcançado 160 pontos em teste da Escala Wechsler, com desvio padrão 15, o teto máximo cientificamente validado e regulamentado no Brasil pelo Conselho Federal de Psicologia, o Dr. Fabiano não é apenas um pesquisador: ele é um exemplo vivo de sua própria teoria. Como membro de sociedades exclusivas de alto QI, Mensa Internacional, Intertel, Triple Nine Society (TNS), ISPE e ISI-Society, sendo que Triple Nine Society, ISPE e ISI-Society selecionam apenas os 0,1% mais inteligentes da população global, o Dr. Fabiano se consolida como um dos maiores especialistas contemporâneos no estudo da superdotação profunda. “Estudo a mim mesmo e aos meus pares nessas sociedades para desvendar o que nos torna diferentes, as nuances sutis, o átomo da razão por trás de como funciona a nossa cognição e as chaves para uma vida mais equilibrada e tranquila”, afirma ele, cuja trajetória intelectual abrange centenas de artigos científicos e conceitos originais validados por universidades internacionais.

A CPA, detalhada no estudo “CEREBRAL OVERCLOCKING ARCHITECTURE: Asymmetric Polygenic Compensation in Profound Giftedness”, publicado em 27 de dezembro de 2025 no Zenodo, desafia os modelos tradicionais de pontuação poligênica (PGS e PRS). Esses scores, construídos a partir de uma ampla gama de estudos GWAS, que abrangem não apenas predisposição ao QI elevado, mas também zumbido auditivo, função executiva, morfologia cerebral, neuroticismo (reinterpretado como intensidade processual, não mero traço de personalidade), transtornos mentais, nível educacional, traços físicos relacionados e fatores adjacentes que interferem na inteligência, baseiam-se em somas aditivas de variantes genéticas e capturam apenas 10-16% da variância no QI geral, falhando sistematicamente nos extremos da distribuição. SNPs sentinelas de alto impacto, apoiados pelos GWAS, destacam-se por seu potencial individual de potência cognitiva.

Em vez disso, o Dr. Fabiano argumenta que a inteligência acima de 145 surge de desequilíbrios estruturados: traços em percentis baixos (como fluidez intelectual em 26-27%) são supercompensados por extremos altos (função executiva em 98-99%, plasticidade via IGF-1 em 98% e neurogênese hipocampal CA1 em 99-100%). Essa tensão neuroplástica força o cérebro a se reorganizar de forma contínua, gerando uma cognição profunda, criativa e resiliente.

“É como instalar um motor de Ferrari em um chassi de carro comum”, ilustra o Dr. Fabiano, uma analogia que ele aplica não só ao conceito, mas à sua própria vida. Com uma intensidade cognitiva que o faz rejeitar burocracias científicas tradicionais “odeio os protocolos lentos e as revisões intermináveis que sufocam a inovação”, ele prefere registrar suas ideias de forma aberta e acessível, como no Zenodo, para impulsionar a ciência sem amarras. Apesar disso, o framework foi rigorosamente validado: aprovado pela comunidade Genetics and Genomics do Zenodo, que aceita pesquisas em genômica estrutural, funcional e comparativa, com ênfase em métodos bioinformáticos e modelagem matemática. Além disso, o conceito recebeu o endosso do comitê do CPAH – Centro de Pesquisa e Análises Heráclito, do qual o Dr. Fabiano é diretor científico. Composto por médicos, geneticistas e profissionais renomados em neurociências, o comitê analisou os dados poligênicos de centenas de indivíduos superdotados, confirmando a coerência do modelo com evidências de GWAS em populações extremas.

Uma das contribuições mais impactantes do framework é destacar uma distinção comportamental clara entre níveis de superdotação. Indivíduos com QI entre 130 e 144, típicos da Mensa, geralmente apresentam alta capacidade cognitiva equilibrada, mais adaptável a estruturas convencionais e rotinas estabelecidas. Já aqueles com QI acima de 145, como membros da Triple Nine Society ou ISI-Society, manifestam uma “intensidade processual” que vai além do comum, marcada por assimetrias que demandam compensações epistáticas e neuroplásticas.

No caso analisado, que serve como exemplo ilustrativo de epistasia compensatória, embora o fenômeno possa ocorrer de outras configurações genéticas, marcadores como neuroticismo elevado (89-98%) não representam fraquezas, mas fontes de criatividade ruminativa profunda; zumbido alto (94%) sinaliza hiperatividade cortical produtiva; e baixa predisposição educacional (43%) reflete impaciência com rotinas rígidas, impulsionando o autoaprendizado e inovações disruptivas. “Esses superdotados profundos podem parecer ‘travados’ sem a canalização adequada de sua assimetria, mas, quando direcionada, ela gera conceitos inéditos capazes de mudar paradigmas”, explica o Dr. Fabiano, traçando paralelos com o cérebro de Einstein, cujo corpo caloso era excepcionalmente espesso em praticamente todas as sub-regiões analisadas, especialmente no esplênio, facilitando integrações hemisféricas atípicas e altamente criativas, enquanto outras regiões corticais apresentavam padrões mais variáveis ou próximos ao normal.

O impacto desse conceito vai além da academia. Para educadores, pode revolucionar a identificação de superdotados, focando em padrões de desequilíbrio em vez de médias altas. Na saúde mental, transforma “vulnerabilidades” como neuroticismo em forças, promovendo resiliência via plasticidade neural. E para a sociedade, destaca o valor de mentes não convencionais, como a do próprio Dr. Fabiano, que, apesar de sua aversão a burocracias, contribui com registros abertos que aceleram o progresso científico.

Publicado em acesso aberto no Zenodo, alinhado às recomendações da comunidade para resumos em inglês e descrições breves de dados, o estudo convida a uma validação empírica em coortes maiores. “Não é sobre prêmios ou revistas elitistas; é sobre ajudar a ciência a entender o potencial humano”, conclui o Dr. Fabiano. Em um momento em que a genômica avança rapidamente, a CPA surge como um farol para decifrar os mistérios da inteligência extrema, provando que o gênio não é equilíbrio, mas a arte da compensação assimétrica.

Acesse o estudo completo no Zenodo: https://zenodo.org/records/18071853. Para mais sobre o Dr. Fabiano e o CPAH, visite cpah.com.br.

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