EUA pedem cautela a países bálticos em declarações sobre a Rússia em meio à tensão na Europa

Orientação do Pentágono ocorre durante negociações para encerrar a guerra na Ucrânia e reavaliação da presença militar americana no continente europeu

• Anton Vaganov/Reuters

O governo dos Estados Unidos teria solicitado a países bálticos que evitem declarações públicas que possam ampliar as tensões diplomáticas com a Rússia. A orientação, atribuída ao Pentágono, ocorre em um momento de esforços americanos para buscar negociações que possam encerrar a guerra na Ucrânia.

A movimentação também acontece enquanto Washington reavalia sua presença militar na Europa e a participação americana nas estratégias de segurança do continente. A possível mudança de posicionamento gera preocupação entre países próximos ao território russo, que dependem da cooperação militar com os Estados Unidos para reforçar sua defesa.

Em meio ao cenário de tensão, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que Moscou não pretende entrar em guerra com os países europeus. Entretanto, declarou que as forças russas estão preparadas para responder caso haja um confronto.

Os países bálticos, Estônia, Letônia e Lituânia, integram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e fazem fronteira ou estão próximos do território russo. Por essa razão, acompanham com atenção as movimentações militares e diplomáticas na região.

O episódio evidencia os desafios enfrentados pelos Estados Unidos para equilibrar as tentativas de negociação com Moscou e os compromissos de segurança assumidos com seus aliados europeus. Enquanto as conversas diplomáticas avançam, a guerra na Ucrânia continua sendo um dos principais pontos de tensão nas relações internacionais.

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