
O diagnóstico de endometriose ainda é frequentemente acompanhado pelo medo da infertilidade. Embora a doença possa afetar a fertilidade em algumas mulheres, ter endometriose não significa ser infértil.
A possibilidade de engravidar depende de diversos fatores, como idade, extensão da doença, função ovariana, alterações anatômicas e condições do casal.
Por isso, transformar a endometriose em uma sentença sobre a maternidade é uma forma de estigmatizar uma condição que precisa ser compreendida de maneira individualizada.

Desmistificar esse conceito é também uma forma de cuidar. O tratamento deve considerar os sintomas, a extensão da doença e, sobretudo, os projetos de vida e os desejos reprodutivos de cada mulher.
Informação, acompanhamento especializado e planejamento reprodutivo podem ampliar as possibilidades e reduzir a ansiedade diante do diagnóstico.
Portanto, Endometriose é uma doença que merece tratamento e cuidado! Não um rótulo capaz de definir o futuro reprodutivo de uma mulher.
Dra. Gisele Vissoci Marquini
CRM 34170 RQE 19701
Ginecologia/Uroginecologia/Cirurgia Vaginal
Fonte imagens: arquivo Revista Soberana

