
A declaração foi feita após a classificação do Santos para as oitavas de final da Copa Sul-Americana. Segundo o jogador, o ciclo chegou ao fim e agora o futebol brasileiro inicia uma nova etapa visando a Copa do Mundo de 2030.
“Meu momento na Seleção já foi. Fiz história, fui muito feliz, dei meu sangue, minha vida, sempre briguei e lutei pela Amarelinha, mas agora não quero mais”, declarou Neymar.
O futuro de Neymar no futebol
Caso realmente confirme sua despedida definitiva, o camisa 10 encerra sua passagem pela Seleção com números expressivos. Foram 130 partidas, 80 gols, 58 assistências, além da conquista da Copa das Confederações de 2013 e da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.
Apesar do seu futuro na Seleção estar definido, a continuidade da carreira em clubes ainda permanece em aberto. Neymar possui contrato com o Santos até o fim de 2026, mas ainda não confirmou quais serão os próximos passos.
O desafio de encerrar ciclos
A despedida de grandes atletas costuma representar muito mais do que uma decisão esportiva. Encerrar um ciclo envolve lidar com expectativas, mudanças de identidade, frustrações e a necessidade de redefinir objetivos para uma nova fase da vida.
No esporte de alto rendimento, onde grande parte da identidade do atleta é construída em torno da performance, tomar decisões desse porte exige equilíbrio emocional e clareza sobre o próprio propósito.
De acordo com a auditora e pesquisadora do CPAH, Centro de Pesquisas e Análise Heráclito, Flávia Ceccato, autora do livro Descobrindo a Inteligência Existencial: Ferramentas, Insights e Implicações, a inteligência existencial desempenha um papel importante justamente nesses momentos de transição.
“A inteligência existencial nos ajuda a compreender que a vida é composta por ciclos e que encerrar uma etapa não significa perder quem somos. Ela permite lidar melhor com frustrações, aceitar mudanças inevitáveis e tomar decisões difíceis de forma mais consciente, olhando para o propósito e para aquilo que realmente faz sentido em cada fase da vida”, afirma.
Para a pesquisadora, desenvolver essa capacidade também favorece a resiliência diante de perdas e mudanças.
“Quando conseguimos enxergar significado até mesmo nos momentos de encerramento, ampliamos nossa capacidade de adaptação. Isso reduz o sofrimento diante das transformações e fortalece a construção de novos caminhos com mais maturidade e equilíbrio emocional”, conclui.

