
As autoridades da Venezuela atualizaram o balanço das vítimas dos terremotos que atingiram o norte do país em 24 de junho. Segundo os dados mais recentes, o número de mortos chegou a 3.685, enquanto mais de 16,7 mil pessoas ficaram feridas. Cerca de 18 mil moradores seguem desalojados em consequência da destruição provocada pelos tremores.
As regiões mais afetadas continuam sendo Caracas e o estado costeiro de La Guaira, onde centenas de edifícios desabaram ou sofreram danos estruturais. Equipes de resgate permanecem trabalhando na remoção de escombros e na busca por desaparecidos, embora as chances de encontrar sobreviventes diminuam com o passar dos dias.
A tragédia também agravou a crise humanitária no país. Milhares de famílias vivem em abrigos temporários ou ao ar livre, enfrentando escassez de água potável, saneamento básico e medicamentos. Organizações humanitárias alertam para o risco de surtos de doenças devido às condições precárias nos locais de acolhimento.
Enquanto isso, voluntários e equipes internacionais seguem auxiliando na distribuição de alimentos, atendimento médico e sepultamento das vítimas. A resposta do governo venezuelano tem sido alvo de críticas pela lentidão das ações diante da dimensão do desastre, embora as autoridades afirmem que as operações de emergência continuam sendo ampliadas.

