Venezuela enfrenta agravamento da crise humanitária após terremotos

Cinco dias após os fortes terremotos que atingiram a Venezuela, o país continua enfrentando uma grave crise humanitária. Segundo informações divulgadas pela Reuters e pela Associated Press (AP), o número de mortos já ultrapassa 1,7 mil, enquanto milhares de pessoas permanecem feridas, desaparecidas ou desalojadas.

As equipes de resgate seguem atuando principalmente no estado de La Guaira, uma das regiões mais devastadas pelos abalos. Nesta segunda-feira (29), um novo tremor de magnitude 4,6 foi registrado próximo a Caracas, obrigando as autoridades a interromper temporariamente parte das operações de busca por questões de segurança. A informação foi confirmada pela Reuters.

A resposta do governo venezuelano tem sido alvo de críticas. De acordo com reportagem da Reuters, moradores das áreas mais afetadas denunciam demora na distribuição de água, alimentos, medicamentos e abrigos, enquanto voluntários e organizações civis tentam suprir a ausência de assistência em diversas comunidades.

A Associated Press informa que mais de 30 países enviaram equipes especializadas, cães farejadores, equipamentos e ajuda humanitária para reforçar os trabalhos de resgate. Apesar da mobilização internacional, especialistas alertam que a reconstrução da infraestrutura e o atendimento à população poderão levar anos.

Em meio ao cenário de destruição, algumas operações de resgate têm trazido esperança. A Reuters noticiou que um pai e um filho foram retirados com vida dos escombros após permanecerem cerca de quatro dias soterrados, demonstrando que as equipes continuam concentrando esforços para localizar sobreviventes.

Fontes: Reuters, Associated Press (AP) e Al Jazeera. (Reuters)

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