
Para muitas mulheres, assistir ao jogo do Brasil é um exercício avançado de antropologia. De repente, mulheres perfeitamente racionais passam a acreditar que trocar de lugar no sofá aos 37 minutos do segundo tempo influencia diretamente o desempenho da Seleção. E ninguém ousa questionar! Afinal, se a camisa da sorte, o copo da sorte e até o cachorro da sorte já estão posicionados, quem somos nós para desafiar séculos de ciência futebolística? Além disso, perguntam “Cadê o goleiro que não viu essa bola?” É claro que é uma metáfora de puro entendimento de futebol. Ele fica embaixo daquele quadrado com rede no fundo onde a bola entra e faz gol. E a frase “Sai que é sua Taffarel” ainda passa pelo inconsciente, com certeza.
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Mas há uma sabedoria nisso tudo. Enquanto algumas enxergam apenas 22 pessoas correndo atrás de uma bola, muitas mulheres observam algo maior: famílias reunidas, amigos celebrando, emoções compartilhadas e a rara oportunidade de ver adultos maduros, diferentes entre si, comemorando um gol com a mesma alegria de uma criança ganhando presente.
Depois de tantos jogos, concluímos que o verdadeiro espetáculo não acontece apenas no campo, mas também no sofá de casa, onde cada torcedora tem certeza absoluta de que faria um trabalho melhor que o técnico. Isso é pura arte feminina nas suas sábias multitarefas com resultados positivos com placar vantajoso em tudo o que faz!
No fim das contas, entender de futebol talvez não seja decorar regras ou escalações; é compreender que, por algumas horas, um país inteiro escolhe sonhar junto.
Dra. Gisele Vissoci Marquini
CRM 34170 RQE 197091
Ginecologia/ Uroginecologia/ Cirurgia Vaginal
Imagem: google dominio publico

