Conta de luz fica mais cara em Minas: Aneel aprova reajuste da Cemig acima da inflação

Conta de luz fica mais cara em Minas: Aneel aprova reajuste da Cemig acima da inflação

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira, 27 de maio de 2026, o novo reajuste tarifário anual da Cemig Distribuição, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica em Minas Gerais. As novas tarifas passam a valer a partir de quarta-feira, 28 de maio de 2026, e atingem consumidores residenciais, comerciais, industriais e rurais em todo o estado.

O aumento aprovado ficou acima da inflação acumulada nos últimos 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), reacendendo discussões sobre o impacto da energia elétrica no orçamento das famílias brasileiras.

Segundo a Aneel, os percentuais variam de acordo com a categoria do consumidor, mas o reajuste médio supera a inflação registrada no mesmo período. Entre os principais fatores apontados para o aumento estão custos de compra de energia, encargos setoriais, transmissão, distribuição e compensações financeiras do setor elétrico.

O que explica o reajuste?

De acordo com informações da agência reguladora, o reajuste anual considera diversos componentes do sistema elétrico brasileiro, incluindo:

  • aumento nos custos de transmissão;
  • encargos setoriais definidos pelo governo federal;
  • compra de energia no mercado regulado;
  • despesas operacionais da distribuidora;
  • ajustes financeiros do ciclo tarifário anterior.

Especialistas destacam que a tarifa de energia no Brasil possui uma composição complexa e sofre influência direta de tributos, investimentos em infraestrutura e custos regulatórios.

Impacto no bolso do consumidor

O reajuste deve afetar diretamente o orçamento das famílias mineiras e aumentar despesas operacionais de empresas, comércios e condomínios.

Em Uberlândia, síndicos e administradoras de condomínios já acompanham com atenção os impactos do aumento, especialmente em estruturas que dependem de elevadores, bombas hidráulicas, iluminação coletiva e sistemas de climatização.

O setor produtivo também demonstra preocupação, já que o aumento da energia elétrica costuma refletir em serviços e produtos ao consumidor final.

Cemig comenta reajuste

A Companhia Energética de Minas Gerais informou que o reajuste segue as regras definidas pela Aneel e faz parte do processo anual previsto no contrato de concessão do setor elétrico brasileiro.

A empresa destacou ainda investimentos em modernização da rede, manutenção preventiva e ampliação da infraestrutura energética em Minas Gerais.

Consumidores procuram alternativas

Com o aumento das tarifas nos últimos anos, cresce também a busca por soluções que reduzam o consumo de energia elétrica, como:

  • instalação de energia solar;
  • troca de equipamentos antigos;
  • iluminação em LED;
  • automação predial;
  • monitoramento de consumo.

Especialistas recomendam atenção especial aos aparelhos de maior potência e ao consumo em horários de pico.

O novo reajuste reforça um cenário que preocupa consumidores em todo o país: a energia elétrica segue pressionando o custo de vida e ampliando o impacto das despesas básicas no orçamento das famílias brasileiras.

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