
A inteligência artificial (IA) tem transformado progressivamente a prática médica, desde a predição de taxas de readmissão e mortalidade até o monitoramento de sepse, análise de imagens radiográficas e triagem de câncer.
A confiança do paciente está intrinsecamente ligada a comportamentos de saúde positivos, maior satisfação e engajamento na tomada de decisão compartilhada.
Contudo, estudos recentes indicaram um baixo nível de confiança basal nos sistemas de saúde para o uso responsável da IA pelo paciente, muitas vezes devido a preocupações legítimas sobre riscos e vieses de dados.
O paciente pode até consultar a IA, mas não dispensa supervisão por um clínico.
De acordo com pesquisas sobre IA, em relação à transparência dos dados, houve uma clara preferência por sistemas treinados em bases de dados representativas da população. Por fim, embora homens e mulheres compartilhem preferências semelhantes, observa-se que as mulheres apresentaram um nível basal de confiança inferior em consultas que envolvem IA de modo geral.
Os achados recentes reforçaram que a aceitação da IA na medicina depende intrinsecamente da percepção de competência técnica e da segurança garantida por múltiplos níveis de controle.
Entretanto, a confiança do paciente ainda se concentra no profissional habilitado e na avaliação pessoal e individualizada de sua saúde. O olho no olho ainda tem a preferência na confiança do paciente.
Dra. Gisele Vissoci Marquini
CRM 34170 RQE 19701
Ginecologia/ Uroginecologia/Cirurgia Vaginal
Fonte: Bracic A, Spector-Bagdady K, Towle S, Zhang R, James CA, Price WN. JAMA Netw Open, V. 9, N. 3, 2026 Factors for Patient Trust and Acceptance of Medical Artificial Intelligence

