
A PhD em Educação e doutoranda em Neurociências pela Logos University International, cofundadora da Nortus, Mirian Coden, destaca que o impacto do estudo no cérebro é muito profundo.
“A educação é fundamental para muitos pilares da vida, mas o cérebro é um campo que sofre efeitos especiais pela forma como estudamos, pois o aprendizado estimula novas conexões e fortalece habilidades cognitivas”, afirma.
Plasticidade cerebral e aprendizagem
De acordo com a especialista, o processo educativo está diretamente ligado à chamada Neuroplasticidade, que permite ao cérebro reorganizar suas conexões conforme novas experiências. Isso significa que estudar regularmente pode melhorar o pensamento crítico e analítico, o raciocínio, a atenção e a tomada de decisão.
“O cérebro responde ao aprendizado criando e fortalecendo redes neurais, o que torna o indivíduo melhor preparado para lidar com desafios e mudanças no dia a dia”, explica a Dra. Mirian Coden.
Benefícios cognitivos e emocionais
Além dos ganhos intelectuais, a educação também influencia aspectos emocionais. O aprendizado estimula a autoconfiança, a autonomia e a capacidade de resolver problemas, fatores importantes para o desenvolvimento pessoal e profissional. A especialista ressalta que o estímulo contínuo mantém o cérebro ativo ao longo da vida.
“Estudar não apenas amplia o conhecimento, mas contribui de uma forma muito específica para a saúde mental, ajudando a preservar funções cognitivas e a promover o bem-estar. Manter-se em aprendizado contínuo é um componente essencial para o processo de neurogênese, responsável pela produção de novos neurônios”, destaca a Dra. Mirian Coden.
Aprender ao longo da vida
A Dra. Mirian Coden reforça que não existe idade limite para aprender. A educação continuada pode favorecer o desempenho cognitivo, melhorar a memória e ampliar a capacidade criativa, independentemente da fase da vida.
“O aprendizado constante é uma das formas mais efetivas de estimular o cérebro e promover desenvolvimento humano sustentável”, conclui.

