
O avanço acelerado da inteligência artificial levou governos das principais potências mundiais a discutir novas regras para o uso da tecnologia em sistemas militares e de vigilância. A preocupação central é o impacto estratégico dessas ferramentas em cenários de conflito e na segurança internacional.
Segundo a Reuters, autoridades e especialistas alertam que a ausência de acordos multilaterais pode abrir espaço para uma nova corrida armamentista digital, marcada pelo desenvolvimento de armas autônomas, sistemas de monitoramento em larga escala e tecnologias capazes de tomar decisões sem intervenção humana direta.
O tema tem ganhado destaque em fóruns internacionais, onde diplomatas defendem limites claros para a aplicação da inteligência artificial em operações de defesa. O receio é que o uso indiscriminado dessas tecnologias reduza o controle humano sobre ações militares, aumente o risco de erros fatais e amplifique tensões entre países rivais.
De acordo com analistas ouvidos pela Reuters, a disputa tecnológica já influencia o equilíbrio de poder global, com investimentos bilionários em pesquisa e desenvolvimento por parte de governos e empresas estratégicas. Sem regras comuns, a tendência é de escalada competitiva, com reflexos diretos na estabilidade geopolítica e na segurança global.

