
A cena é conhecida: a equipe sai energizada de uma palestra motivacional, tomada por entusiasmo e promessas de mudança. Mas, na segunda-feira seguinte, a rotina reaparece — e com ela, os velhos hábitos.
Para gestores e gestoras, essa frustração é recorrente. O mercado brasileiro se encheu de soluções rápidas e discursos inspiradores, mas o desafio permanece: como formar lideranças que não apenas saibam o que fazer, mas sustentem resultados quando a pressão aumenta?
Foi diante desse cenário que a Nortus decidiu seguir por um caminho menos popular — e mais profundo.
Há 16 anos, os cofundadores Mirian Coden e Gilberto de Souza escolheram investir na transformação estrutural do comportamento humano. Por meio da Tecnologia Comportamental Metassistêmica (TCM), a empresa já impactou mais de 200 mil pessoas, promovendo mudanças que não se limitam à motivação momentânea, mas alcançam a consolidação do aprendizado na memória de longo prazo.
O fim do “efeito Cinderela”
A origem da Nortus está na observação de um padrão recorrente: o “decaimento do aprendizado”. Após treinamentos tradicionais, profissionais apresentavam um pico de euforia inicial — mas, em cerca de 90 dias, grande parte retornava aos comportamentos anteriores.
“A aprendizagem tem um ritmo biológico. Não adianta inserir informação se a cultura organizacional não sustenta o novo comportamento”, explica Mirian Coden, PhD em Educação e pesquisadora do desenvolvimento humano integral.
Com uma equipe de 35 profissionais — a maioria também sócia do negócio — a Nortus opera como um laboratório vivo de desenvolvimento biopsicossocial. A prática interna antecede qualquer entrega externa. O princípio é claro: só se ensina aquilo que se experimenta. É o que chamam de unir o saber ao sabor — conhecimento validado pela vivência.

Estrutura organizacional: o elo invisível da competitividade
Para Mirian, que também é graduada em Filosofia e pós-graduanda em Neurociências, um dado chama atenção: o Brasil possui apenas uma empresa entre as 500 marcas mais valiosas do mundo.
O problema, segundo ela, não está apenas na estratégia de mercado, mas na ausência de estruturas organizacionais que sustentem inovação e longevidade.
“Muitas organizações negligenciam o desenho estrutural — como as decisões são tomadas, como os processos se conectam, como a liderança se desenvolve. Sem essa base, o crescimento encontra limites”, afirma.
Na visão da Nortus, estrutura vai além de organogramas. Envolve cultura, processos e alinhamento entre desenvolvimento humano e estratégia.
Pioneirismo: uma empresa sem chefes
A coerência entre discurso e prática levou a Nortus a um movimento ousado: tornar-se a primeira empresa no mundo a implementar o modelo OFCIAO — um desenho organizacional fluido, sem cargos ou hierarquias tradicionais de poder.
Nesse modelo, o foco não está no controle, mas no desenvolvimento humano como centro da performance.
O reconhecimento ultrapassou fronteiras. A empresa foi citada como case internacional no livro do Dr. Darrell Gooden, sucessor do Dr. Don Edward Beck, sendo classificada como organização de “segunda camada” (SDi). Em 2019, consolidou seu posicionamento global ao receber autorização para representar o Centro para Humanidade Emergente no Brasil e na América Latina.

NeurotrainingLab™: tecnologia a serviço da liderança
Entre seus diferenciais está o NeurotrainingLab™, desenvolvido em parceria com o Dr. Steven Poelmans e a Universidade de Antuérpia, na Bélgica.
A metodologia combina simulações realistas com monitoramento neurofisiológico. Em sessões de 30 minutos, líderes enfrentam situações desafiadoras enquanto sensores captam respostas do sistema nervoso. Observadoras analisam cinco metacompetências essenciais à liderança contemporânea.
Ao final, além de um feedback imediato, o participante recebe um relatório aprofundado que revela padrões muitas vezes invisíveis à própria consciência.
“Não se trata de julgamento, mas de ampliar a autorregulação. Liderança começa pelo autoconhecimento aplicado”, explicam os fundadores.
É a tecnologia validando o que há de mais humano no exercício do poder.

Autogestão e impacto além do negócio
A filosofia da Nortus também se estende ao impacto social e ambiental. A instituição mantém dois projetos sem fins lucrativos:
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Neoeducar, voltado à transformação da gestão em escolas públicas;
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Nortus Refloresta, focado na regeneração ambiental.
“Ajudamos nosso time a assumir a própria vida. Quando alguém se responsabiliza por si, naturalmente cuida melhor do todo”, afirma Gilberto de Souza.
Esse princípio de autogestão e responsabilidade sistêmica sustenta relações de longo prazo com clientes — muitos deles há mais de uma década.

Profundidade em um mundo de superfície
Em uma era movida por tendências e soluções instantâneas, a Nortus mantém um posicionamento claro: transformação exige profundidade.
Com atuação global e parcerias na Espanha, Bélgica e Estados Unidos, a empresa adapta metodologias internacionais à realidade brasileira, apoiando organizações que desejam relevância sustentável no cenário mundial.
O convite é direto: abandonar soluções paliativas e investir no essencial.
Porque liderar o futuro não é apenas acompanhar o novo — é estruturar o que permanece.
