
A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), com base nas melhores evidências científicas e em consonância com princípios éticos e regulatórios, esclarecem os pontos essenciais relacionados ao uso de testosterona em mulheres:

A prescrição de testosterona deve restringir-se estritamente à única indicação formalmente reconhecida (Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo -TDSH), após avaliação clínica adequada, sendo potencialmente danosa quando utilizada sem indicação, com base em dosagens isoladas ou com objetivos não terapêuticos. Esse diagnóstico não é simplesmente falta de libido em dias de maior cansaço ou sobrecarga de afazeres ou em relacionamentos de longo prazo.
Em reposição hormonal de menopausa há indicações precisas, em mulheres devidamente com reposição de estrogênios e em forma de gel em pele, sem regulamentações para implantes manipulados.
O uso de testosterona para fins estéticos, de melhora de composição corporal, desempenho físico, disposição ou antienvelhecimento, em mulheres ou em homens, é vedado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e não reconhecido pela ANVISA, carecendo de base científica e regulatória.
Mulheres jovens, fora da menopausa que dosam testosterona e referem ser baixa, realmente é baixa por não termos TESTÍCULOS para produzir testosterona. ÓBVIO! Seus efeitos em níveis elevados na mulher não são compatíveis com nosso sistema cardiovascular, por isso, naturalmente temos níveis de mulheres. “Ah, doutora, mas quando eu uso sinto bem, com mais energia!” Não duvidamos disso, o problema é que viver a vida sob a face de substâncias que podem trazer riscos para você, talvez não compense a energia. Essas substâncias androgênicas podem causar dependência cerebral e levar a quadros de complicações emocionais ou psíquicas, dentre outras complicações como acne, queda de cabelo, crescimento de pelos, aumento do clitóris e engrossamento irreversível da voz, toxicidade e tumores de fígado, infertilidade e potenciais repercussões cardiovasculares como hipertensão arterial, arritmias, embolias, tromboses, infarto, AVC e aumento da mortalidade, além de alterações de outros exames laboratoriais, como os de colesterol e triglicerídeos.
Portanto, está bem claro que não somos homens para termos valores de testosterona como homens. Recomendamos de acordo com as sociedades médicas e evidências científicas que você caia fora dessas armadilhas. “Diga NÃO à testo indevida”, mas a escolha é sua. A vida é feita de escolhas.
Dra. Gisele Vissoci Marquini
CRM 34170 RQE 19701
Ginecologia/ Uroginecologia/ Cirurgia Vaginal

