A campanha Janeiro Branco 2026 nos convida ao autocuidado, à autoaceitação, à escuta ativa. Convida a pausar, respirar e repensar a forma como nos relacionamos com o tempo, com as emoções e com a própria vida. Criado em 2014 pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, o movimento se consolidou como uma iniciativa social de alcance mundial, mobilizando pessoas em torno da conscientização sobre a saúde mental.
Em 2026, o chamado é simples e urgente: cuidar da mente precisa ser um compromisso coletivo. É necessário substituir o excesso pelo equilíbrio, a tensão pela paz e o automatismo pela consciência. Esse é um dos principais convites que nós, psicólogos, fazemos diariamente aos nossos pacientes: olhar para dentro, reconhecer limites e acolher as próprias necessidades emocionais.
Em Minas Gerais, a importância do tema ganhou respaldo legal. A Lei nº 24.081, de 2022, aprovada pela Assembleia Legislativa, institui oficialmente o mês de janeiro como período dedicado à conscientização sobre a saúde mental.
Mas por que janeiro? Porque o mês simboliza recomeços e renovações. A cor branca representa a possibilidade de pintar a vida com as cores que desejarmos. Janeiro é o tempo das páginas em branco, quando tudo parece possível. O Janeiro Branco nos lembra que, assim como o ano, também podemos nos reinventar — não apenas agora, mas todos os dias.
A saúde mental é o alicerce da nossa vida. É ela que nos sustenta diante dos medos, que nos ajuda a acolher as falhas e a compreender que errar não nos define — apenas nos ensina. Recomeçar não é sinal de fraqueza, mas de coragem. É reconhecer que podemos mudar de rota, fazer novas escolhas e escrever novos capítulos da nossa história.
Nunca se esqueça:
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Falhar faz parte do processo humano.
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O medo pode ser um guia, não um inimigo.
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Recomeçar é sempre possível, em qualquer fase da vida.
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Cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo.
O Janeiro Branco é mais do que uma campanha. É um lembrete de que a vida é feita de ciclos — e que cada ciclo traz a oportunidade de recomeçar. Que possamos olhar para dentro, reconhecer nossas vulnerabilidades e, ainda assim, escolher seguir em frente. Que a saúde mental receba atenção não apenas em janeiro, mas ao longo de todo o ano. E que a terapia seja vista não como último recurso, mas como um caminho de cuidado, prevenção e crescimento.
“O paradoxo curioso é que, quando eu me aceito como sou, então eu mudo.”
Carl Rogers


