
As autoridades suíças confirmaram a identificação de todas as 116 pessoas feridas no incêndio ocorrido durante uma festa de Ano Novo no resort de Crans-Montana, no cantão de Valais. A tragédia deixou cerca de 40 mortos, a maioria jovens, e mobilizou equipes de resgate, saúde e investigação em uma das regiões turísticas mais conhecidas do país.
Segundo a polícia do cantão de Valais, o número de feridos foi atualizado após a verificação de que alguns atendimentos hospitalares inicialmente contabilizados não estavam diretamente ligados ao incêndio. Entre as vítimas há cidadãos suíços e estrangeiros de várias nacionalidades, e dezenas seguem internados, alguns em estado grave, com queimaduras e complicações respiratórias.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal britânico The Guardian, os primeiros corpos de vítimas estrangeiras já começaram a ser repatriados, em um processo coordenado com autoridades consulares e familiares. O incêndio ocorreu em um estabelecimento lotado durante as comemorações de Réveillon e se espalhou rapidamente, dificultando a saída dos frequentadores.
As causas do incêndio seguem sob investigação, e as autoridades analisam possíveis falhas nas normas de segurança e prevenção contra fogo. O caso gerou comoção nacional e reacendeu o debate sobre fiscalização em eventos de grande porte na Suíça.

