
O governo dos Estados Unidos enviará o diplomata Steve Witkoff a Moscou na próxima semana para tentar avançar nas negociações de um plano de paz entre Rússia e Ucrânia. Segundo a Reuters, a visita é tratada pelo Kremlin como parte de uma rodada de conversas “sérias”, embora Moscou ressalte que ainda não recebeu um documento oficial do governo americano.
O plano elaborado pelos EUA inicialmente tinha 28 pontos, mas, após negociações em Genebra, foi reduzido para 19 pontos, como informou a imprensa internacional. A proposta inclui limitações ao tamanho das Forças Armadas ucranianas e menciona possíveis ajustes territoriais — pontos que geraram resistência de Kiev e de vários países europeus.
De acordo com o The Guardian, a Ucrânia admite discutir a estrutura do plano desde que sua soberania e suas fronteiras sejam garantidas. A pressão também cresce entre aliados europeus, que afirmam que qualquer negociação precisa ser transparente e incluir os países que apoiam militar e financeiramente a defesa ucraniana.
O Kremlin, por sua vez, declarou à imprensa russa que recebeu apenas uma “versão preliminar” por canais informais e que não houve debate formal sobre o conteúdo. Mesmo assim, a visita de Witkoff é vista como um sinal de que Washington tenta retomar protagonismo nas negociações após semanas de impasse diplomático.
A comunidade internacional acompanha com cautela. Para diversos governos europeus, qualquer acordo baseado em concessões territoriais seria inaceitável — e a participação de Kiev deve ser central em todas as etapas do processo.

