
O porta-aviões norte-americano USS Gerald R. Ford, o maior navio de guerra do mundo, está se aproximando da América Latina em meio ao aumento das tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela. A movimentação foi confirmada por fontes do Pentágono nesta terça-feira (11), segundo o The Washington Post.
O navio, que transporta mais de 4 mil tripulantes e cerca de 75 aeronaves, estaria se dirigindo ao Caribe e à costa norte da América do Sul, em uma operação classificada como “de presença estratégica e dissuasão”. O governo de Washington não confirmou o destino exato, mas afirmou que a missão tem como objetivo “garantir estabilidade e liberdade de navegação na região”.
A decisão ocorre após o presidente venezuelano Nicolás Maduro reforçar acordos militares e de cooperação energética com Rússia, Irã e China, além de retomar o discurso de “defesa soberana” diante do que chamou de “provocações estrangeiras”.
O movimento do porta-aviões reacende memórias da crise diplomática de 2019, quando os EUA impuseram sanções ao governo venezuelano e reconheceram o opositor Juan Guaidó como presidente interino.
Especialistas em segurança internacional apontam que a presença do USS Gerald R. Ford pode ter duplo propósito: mostrar força militar e proteger interesses energéticos norte-americanos em meio à instabilidade política e econômica da Venezuela, país que possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.
Apesar de não haver indícios de uma ação militar iminente, a movimentação elevou a tensão na região. Analistas alertam para o risco de mal-entendidos diplomáticos e possíveis incidentes em águas internacionais, especialmente com navios venezuelanos e russos em operação próxima.
A Casa Branca reiterou que “não busca conflito”, mas ressaltou que continuará monitorando “atividades que ameacem a segurança e a democracia nas Américas”.

