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Em um movimento estratégico que reacende as tensões geopolíticas na Europa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou o envio de sistemas de defesa aérea Patriot para a Ucrânia. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (14) durante um encontro com o novo secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, em Washington. A medida marca uma mudança significativa no posicionamento do governo norte-americano, que vinha sendo criticado por um suposto distanciamento dos compromissos com a aliança militar ocidental.
Segundo a agência Reuters, os mísseis serão encaminhados por meio de canais coordenados pela OTAN, com apoio logístico de países do Leste Europeu. A iniciativa foi considerada uma resposta direta à intensificação dos ataques aéreos russos contra cidades ucranianas nas últimas semanas, especialmente nas regiões de Kharkiv e Dnipro.
Trump afirmou que os Estados Unidos “estão comprometidos em restaurar a estabilidade no leste europeu” e ressaltou que “a Ucrânia tem o direito de se defender com os meios mais avançados possíveis”. O envio dos mísseis ocorre num momento de pressão política interna e externa, após aliados europeus cobrarem mais firmeza por parte dos EUA no apoio à defesa ucraniana.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, destacou que a cooperação entre os países-membros está “em um novo patamar” e que a decisão dos EUA fortalece a unidade da aliança diante das ameaças russas. Ele também ressaltou que a prioridade agora é garantir que os armamentos cheguem rapidamente ao território ucraniano.
A Rússia, por sua vez, reagiu com veemência à decisão norte-americana, classificando o envio dos mísseis como uma “provocação direta” e alertando para possíveis retaliações no campo militar e diplomático.
O conflito entre Rússia e Ucrânia, que já se arrasta desde 2022, continua a atrair atenção global, e a nova postura de Washington pode redefinir os rumos da guerra e das relações internacionais no segundo semestre de 2025.