Congresso aprova ampliação de R$ 13,5 bilhões em crédito para empresas afetadas por tarifas dos EUA

A Comissão Mista do Congresso Nacional aprovou, na quinta-feira (5), a ampliação de até R$ 13,5 bilhões nos recursos destinados ao financiamento de empresas brasileiras afetadas pelas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. A medida integra a terceira edição do Plano Brasil Soberano e busca reduzir os impactos das barreiras comerciais sobre as exportações nacionais.

A proposta está prevista na Medida Provisória (MP) 1.379/2026, que recebeu parecer favorável da senadora Leany Lemos (PSB-DF). Com a aprovação na comissão, o texto segue para análise dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

O programa prevê linhas de crédito com juros subsidiados para empresas que enfrentam dificuldades em razão da sobretaxação de produtos brasileiros pelo governo norte-americano e dos impactos de conflitos internacionais sobre o comércio exterior.

Crédito poderá beneficiar diferentes setores da economia

Os recursos poderão ser utilizados para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, investimentos produtivos, inovação tecnológica e financiamento de exportações.

Além das empresas diretamente afetadas pelas tarifas, a iniciativa contempla fornecedores e setores estratégicos da economia, incluindo indústria, agricultura, pecuária, pesca, aquicultura, mineração e florestas plantadas.

A medida também busca preservar empregos, manter a capacidade produtiva das empresas e fortalecer a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

Ampliação depende de aprovação do Congresso

A proposta autoriza um reforço de até R$ 13,5 bilhões em recursos da União, que poderão ser combinados com recursos próprios do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo o parecer aprovado, a terceira edição do programa já registra demanda superior a R$ 10 bilhões, com aproximadamente R$ 7,7 bilhões em financiamentos aprovados.

O texto ainda precisa ser votado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado até 18 de novembro, prazo para que a medida provisória não perca a validade.

A iniciativa representa uma estratégia do governo federal para proteger empresas brasileiras diante das tensões comerciais internacionais e reduzir os efeitos das tarifas norte-americanas sobre a economia nacional.

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