Ter um cuidador é um suporte importantíssimo para ter mais qualidade de vida na terceira idade, principalmente os que sofrem com alguma comorbidade, destaca a Geriatria e Gerontologia, fundadora da Vivenza Care, Júlia Godoy

O envelhecimento da população brasileira avança em ritmo acelerado e já redesenha a estrutura demográfica do país. Dados recentes da PNAD, do IBGE, mostram que a parcela de idosos cresceu de 11,3% para 16,6% entre 2012 e 2025. No mesmo período, a população jovem, com menos de 30 anos, caiu de 49,9% para 41,4%, representando uma redução de mais de 10 milhões de pessoas.
A queda é ainda mais evidente entre crianças e adolescentes. O grupo de 0 a 13 anos recuou de 22,0% para 18,1% da população, enquanto a faixa de 14 a 19 anos passou de 10,5% para 8,3%. Esse movimento indica uma transição demográfica importante e reforça a necessidade de adaptação da sociedade a uma população mais envelhecida.
Nesse cenário, o cuidado com a terceira idade ganha protagonismo, especialmente diante do aumento de doenças crônicas e da maior longevidade. De acordo com a Geriatria e Gerontologia, fundadora da Vivenza Care, Júlia Godoy, o suporte profissional é um dos principais fatores para garantir qualidade de vida nessa fase.
“Ter um cuidador é um suporte importantíssimo para ter mais qualidade de vida na terceira idade, principalmente para aqueles que convivem com alguma comorbidade”, explica.
Envelhecimento da população exige atenção
Com o avanço da idade, o organismo passa por mudanças que impactam a mobilidade, cognição e autonomia. Além disso, condições como hipertensão, diabetes e doenças neurodegenerativas tornam o acompanhamento mais complexo e contínuo.
“O idoso precisa de um cuidado integral, que envolva não apenas a saúde física, mas também aspectos emocionais e sociais. A ausência desse suporte pode aumentar o risco de complicações, hospitalizações e perda de independência”, destaca Júlia Godoy.
A presença de um cuidador contribui diretamente para a organização da rotina, controle de medicamentos, alimentação adequada e acompanhamento em consultas médicas.
“Esse suporte reduz riscos e garante que o idoso tenha suas necessidades atendidas de forma segura e contínua. Além disso, o cuidador atua de forma preventiva, identificando sinais de alerta e evitando agravamentos de saúde”, afirma.
Saúde emocional também entram no cuidado
O envelhecimento não envolve apenas aspectos físicos. A solidão e o isolamento social são fatores que impactam diretamente a saúde mental da população idosa.
“O cuidador também desempenha um papel importante na companhia e no estímulo emocional, o que contribui para o bem-estar geral. Atividades simples no dia a dia ajudam a manter a autonomia e a qualidade de vida”, explica Júlia Godoy.
Com a mudança no perfil populacional, muitas famílias precisam se reorganizar para lidar com as demandas do envelhecimento.
“O cuidador também traz mais segurança para a família, que muitas vezes não consegue oferecer assistência integral devido à rotina. Esse apoio profissional permite que o cuidado seja mais estruturado e eficiente”, destaca.
Planejamento é essencial diante do envelhecimento
O crescimento da população idosa no Brasil reforça a necessidade de planejamento individual e coletivo. Adaptar rotinas, buscar informação e contar com suporte especializado são passos importantes nesse processo.
“Pensar no cuidado com antecedência é fundamental para garantir mais qualidade de vida na terceira idade. O avanço do envelhecimento no país não apenas evidencia apenas desafios, mas também aponta para a importância de construir uma cultura de cuidado mais preparada e consciente”, finaliza Júlia Godoy.

