
A contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 já começou e, para muitos brasileiros ela vem em forma de torcida, ao lado daquela cervejinha gelada, da união familiar e entre amigos. Já para outros, vem com espírito mais lúdico, páginas em branco, envelopes coloridos e aquela ansiedade boa que só um álbum de figurinhas é capaz de provocar. Na casa dos irmãos Lucas Agostinho, de 13 anos, e Lívia Agostinho, de 9, o clima já é de campeonato.
Além de gostar de cubo mágico, ele é apaixonado por futebol. Goleiro na quadra da turma, Lucas leva o espírito competitivo também para fora de campo. Mesmo antes de o álbum chegar, comprado na pré-venda e ainda aguardado com expectativa, ele já vive intensamente a experiência. “Uma das coisas mais legais até agora é esperar. A Panini vai soltando spoilers de como vão ser as figurinhas e o álbum, e a gente fica cada vez mais ansioso”, diz.
O desejo de completar o álbum vai além da coleção. Para Lucas, trata-se de fazer parte de algo maior. “O álbum de figurinhas não é só papéis colados em um livro. Ele é história, é nostalgia, é o que junta pessoas. E na casa, todos entram na brincadeira. Meus pais e familiares ajudam a comprar as figurinhas. Esses dias, fomos ao supermercado para comprar as Coca-Colas que trazem elas. Eles me apoiam porque eu falo que escolhi colecionar não só para dizer que tenho, mas para criar memórias e vínculos, para lembrar disso no futuro e contar na roda de amigos”, conta Lucas.
Entre os jogadores mais cobiçados, dois nomes se destacam: Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. “Seria muito legal conseguir a figurinha deles, porque são os melhores do mundo”, afirma. Já o desafio maior promete vir com as raridades. “As mais difíceis vão ser as figurinhas lendárias de ouro, os extra stickers”, completa. Com um olhar atento, ele ainda comenta uma ausência sentida: “Não citei o Neymar, porque infelizmente ele não estará no álbum”, lamenta.
Mas se tem algo que move essa tradição é o encontro. E nisso, Lucas é camarada. “Trocar com os amigos é uma das partes mais importantes. Junta todo mundo, a gente socializa e consegue completar o álbum. Às vezes faltam só 10 figurinhas, e comprar mais pacotes não resolve, trocar é o que salva.”
A irmã mais nova, Lívia, acompanha de perto e já entrou no clima. Entre palpites, curiosidade e empolgação, ela divide com o irmão a expectativa de abrir os primeiros pacotes e descobrir, figurinha por figurinha, os rostos que vão preencher o álbum.
O investimento
A edição de 2026 promete ser ainda mais desafiadora e Lucas calcula: serão 980 figurinhas, com pacotes contendo 7 unidades cada, ao custo de R$ 7,00 por envelope. A conta para completar a coleção pode variar entre R$ 1.100 e R$ 1.500, considerando o álbum (R$ 24,90 na versão brochura) e as inevitáveis repetidas. Há ainda versões de capa dura (a partir de R$ 74,90) e figurinhas especiais, como as da Coca-Cola, que também entram na disputa dos colecionadores.
Experiente, Lucas já sabe o caminho. Em 2022, ele completou o álbum, que segue guardado como um troféu. Para este ano, ele calcula que a missão leve entre dois e dois meses e meio. “O álbum está maior que o da Copa passada, então vai demorar mais. Mas eu quero fazer parte disso. O mundo inteiro vai tentar completar, e eu também quero estar nessa história”, conclui.
No fim das contas, mais do que completar páginas, a jornada de Lucas e Lívia revela o verdadeiro espírito do álbum da Copa: um convite para sonhar, compartilhar e, principalmente, viver, juntos, cada pedacinho dessa paixão chamada futebol.

