
Fonte imagem: B News Natal (2026).
O possível fim da escala de trabalho 6×1 — modelo em que o funcionário trabalha seis dias e folga um — pode gerar um impacto de até R$ 267 bilhões para as empresas brasileiras, segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, esse valor representaria um aumento de até 7% na folha de pagamentos, dependendo do setor e da necessidade de contratação de novos trabalhadores para cobrir jornadas.
A preocupação do setor produtivo é que a mudança, embora tenha potencial de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, pode elevar custos operacionais em larga escala, especialmente em atividades que exigem funcionamento contínuo, como comércio, serviços e indústria. Para muitas empresas, a adaptação significaria reorganizar turnos, ampliar equipes ou investir em automação para manter o nível de produção.
A CNI também alerta que o efeito não se limitaria às empresas individualmente, podendo atingir indicadores macroeconômicos. O aumento de despesas trabalhistas poderia pressionar preços, reduzir competitividade internacional e até influenciar o ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), sobretudo em setores mais intensivos em mão de obra.
Especialistas defendem que o debate precisa equilibrar ganhos sociais e sustentabilidade econômica, já que mudanças estruturais no mercado de trabalho costumam gerar efeitos em cadeia. Diante desse cenário, a questão central passa a ser: como conciliar melhores condições de trabalho sem comprometer a competitividade das empresas e da economia?

